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"O Regresso"

Hugo Ferreira
Sub-Instrutor de Kyubudo
Texto apresentado durante a formação agentes ensino

Junho de 2005


Comecei a praticar artes marciais aos 10 anos de idade, dentro de uma escola que veio a lançar as raízes do que é hoje o Kyubudo. Essa prática mantive-a durante 11 anos, tendo regressado este ano quando já estou a fazer os meus 26 anos (Julho de 2005).

Como já tinha dito, pratiquei artes marciais durante onze anos ininterruptamente, e o Kyubudo foi por onde comecei a treinar. Ao longo desses anos, aprendi diversas maneiras de viver com a arte marcial, tanto na parte mental como física.

 

Quando pensamos que o Kyubudo é uma arte marcial fácil de fazer, estamos completamente enganados, porque quando achamos fácil e que já sabemos tudo é porque estamos a fazer tudo menos KYUBUDO. As artes marciais que sofrem influência dos estilos internos (em que não só os músculos são treinados) e ao contrário dos estilos ditos externos como o karaté moderno ou de competição ou ainda os desportos de conteúdo físico, ao contrário destes, os estilos internos não se tornam mais fáceis com a prática, apenas os benefícios que deles tiramos aumentam.

 

O Kyubudo foi um estilo de arte marcial que teve grande influencia na minha juventude, a tal ponto de a minha vivência se confundir com a sua prática, pois ela representava na altura mais de metade da minha existência. Teve e terá com certeza  influência na minha maneira de ser por anos vindouros mesmo que a proporção anterior nunca mais se volte a  encontrar.

 

Parei de praticar quando tinha entre os 19 e 20 anos de idade. Logo ao fim de seis meses comecei a sentir muito a ausência do treino físico no corpo. Passado um ano e meio comecei a sentir na parte mais mental, alterações de comportamento, não tinha paciência para nada chateava-me com coisas sem nexo. Raramente tinha aquela paz interior que sentia quando treinava Kyubudo.

 

Faltava a confiança que ganhamos ao longo dos treinos, onde me sentia muito forte, não a pensar que era o homem mais forte do mundo ou melhor que alguém o que sentia era como nós todos dizemos no dia a dia “tenho confiança em mim próprio”, e sentir isto é muito difícil.

 

Entrei na tropa ainda não tinha 19 anos de idade. Foi esta a razão principal para o meu afastamento progressivo, não teve nada a ver com qualquer tipo de saturação da prática. A carreira militar foi um universo completamente diferente daquele que eu tinha vivido até ali. Amadureci muito dentro dessa instituição também onde contactei e aprendi a lidar com muito gente de diferentes tipos e zonas.

 

Tenho sete anos de tropa hoje e durante esses anos senti muita falta dos treinos principalmente de Tai Chi. Aí comecei novamente o meu treino na altura solitário. Comecei a aplicar toda a força mental que tinha aprendido no Kyubudo para poder superar todos a dificuldades que tinha pela frente, até no meu relacionamento com as pessoas. No entanto faltava um complemento, um treino solitário numa arte marcial é um factor empobrecedor, muitas técnicas são efectuadas a dois, algumas ferramentas importantes como o Kumité (combate livre), são impossíveis.

 


 
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